Editorial

Terceirizados da saúde do RN entram em greve por salários atrasados

20/08/2026 11:05 Editor 3 min de leitura

Trabalhadores terceirizados que atuam na rede estadual de saúde do Rio Grande do Norte iniciaram uma greve em protesto contra atrasos salariais. A paralisação afeta serviços considerados essenciais para o funcionamento das unidades hospitalares, como limpeza, alimentação, recepção e manutenção.

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), cerca de R$ 6 milhões foram repassados às empresas terceirizadas na última sexta-feira, dia 14. Apesar disso, parte dos trabalhadores ainda relatava pendências nos pagamentos.

Greve de terceirizados preocupa unidades de saúde do RN

A paralisação ocorre em meio à cobrança dos trabalhadores pela regularização dos salários e de outros direitos trabalhistas. Entre as reclamações estão atrasos no pagamento de vencimentos, pendências relacionadas ao vale-alimentação, férias e depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Embora a Sesap tenha informado que os recursos foram transferidos às empresas responsáveis pelos contratos, o pagamento aos funcionários depende dos procedimentos adotados por cada prestadora de serviço. Segundo informações divulgadas pela pasta, algumas empresas conseguiram efetuar os pagamentos, enquanto outras ainda apresentavam pendências.

Serviços de apoio são fundamentais para hospitais

A greve dos terceirizados da saúde no Rio Grande do Norte pode comprometer atividades que, embora não estejam diretamente relacionadas ao atendimento médico, são indispensáveis para o funcionamento da rede hospitalar.

Serviços como higienização, preparo e distribuição de alimentos, recepção, manutenção e outras atividades de suporte integram a rotina das unidades de saúde. Por isso, a paralisação exige medidas para reduzir os impactos sobre pacientes internados e demais usuários do sistema estadual.

Crise envolvendo pagamentos já ocorreu em outros momentos

Os atrasos envolvendo empresas e trabalhadores que prestam serviços à rede estadual não são um episódio isolado. Problemas relacionados ao pagamento de contratos e salários já provocaram mobilizações e paralisações em outros períodos.

Agora, os trabalhadores voltam a pressionar por uma solução definitiva para os atrasos e pela garantia da regularidade dos direitos trabalhistas.

A situação também reforça o debate sobre a dependência da rede pública de saúde em relação aos serviços terceirizados e sobre a necessidade de mecanismos que evitem que atrasos nos repasses entre o poder público e as empresas resultem em prejuízos diretos aos trabalhadores e à população atendida pelos hospitais.

Sesap informou repasse de recursos

Em posicionamento divulgado sobre o caso, a Secretaria de Estado da Saúde Pública confirmou o pagamento de aproximadamente R$ 6 milhões relacionados a contratos com empresas terceirizadas que atuam na rede hospitalar estadual.

A expectativa é de que a regularização dos pagamentos contribua para reduzir os impactos da greve. No entanto, a paralisação evidencia a necessidade de uma solução capaz de impedir novos atrasos e garantir maior estabilidade para os trabalhadores que atuam nos serviços de apoio à saúde pública do Rio Grande do Norte.

Fontes: Blog do Bagada; Tribuna do Norte; Agora RN.

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