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Reforma do Aeroporto de Mossoró reacende expectativa por voos comerciais e exportação de frutas

10/05/2026 08:36 Redação 4 min de leitura

Modernização do Dix-sept Rosado pode fortalecer a economia do Oeste potiguar, ampliar a logística regional e abrir caminho para operações de carga voltadas à fruticultura irrigada.

A reforma e ampliação do Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró, voltou a movimentar o debate sobre o futuro econômico da região Oeste do Rio Grande do Norte. As obras, conduzidas pela Infraero, têm investimento estimado entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões e são vistas pelo setor produtivo como uma oportunidade estratégica para fortalecer a aviação regional, o turismo de negócios e a exportação de frutas.

A modernização do equipamento aeroportuário inclui melhorias importantes na infraestrutura, como a construção de um novo terminal de passageiros, reforço e recapeamento da pista de pouso e decolagem, reforma das pistas de táxi e do pátio de aeronaves, além da implantação de nova sinalização e balizamento noturno.

Com essas intervenções, o aeroporto deverá passar a oferecer melhores condições operacionais, mais segurança para pousos e decolagens e capacidade para receber aeronaves de maior porte, como modelos Boeing 737 e Airbus A320.

Setor produtivo vê oportunidade para exportação aérea

Além da expectativa pela retomada dos voos comerciais, empresários defendem que o aeroporto de Mossoró também seja preparado para operações cargueiras. A principal aposta é no escoamento da produção da fruticultura irrigada, uma das atividades econômicas mais fortes do Oeste potiguar.

Hoje, parte significativa da produção regional voltada ao mercado internacional utiliza estruturas logísticas fora do Rio Grande do Norte, especialmente no Ceará. Para representantes do setor empresarial mossoroense, a operação de cargas a partir de Mossoró poderia reduzir custos, encurtar prazos e tornar a produção potiguar mais competitiva.

Frutas mais sensíveis ao tempo de transporte, como o mamão, poderiam ser diretamente beneficiadas por uma logística aérea mais ágil. A possibilidade de voos cargueiros, ou até mesmo voos mistos de passageiros e cargas, é vista como um passo importante para aproximar Mossoró dos mercados internacionais.

Empresários querem diálogo com companhias aéreas

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró, Damásio Leite, destacou que representantes da classe empresarial participaram de reuniões e visitas técnicas com dirigentes da Infraero para discutir o andamento das obras e as possibilidades de novos negócios na área do aeroporto.

Segundo ele, o setor produtivo pretende apresentar às companhias aéreas o potencial econômico de Mossoró e da região, mostrando que há demanda não apenas para passageiros, mas também para cargas, especialmente ligadas ao agronegócio.

A defesa dos empresários é que o novo aeroporto seja pensado como um equipamento de desenvolvimento regional, capaz de atrair investimentos, gerar empregos e ampliar a presença de Mossoró no cenário econômico do Nordeste.

Retomada dos voos comerciais

Outro ponto que anima o setor produtivo é a previsão de retorno dos voos comerciais da Azul Linhas Aéreas. A operação entre Mossoró e Recife é aguardada com expectativa, já que o aeroporto da capital pernambucana funciona como um importante centro de conexões para destinos nacionais e internacionais.

A expectativa inicial é de que a rota conte com dois voos semanais em aeronaves ATR-72. A volta da operação é considerada fundamental para melhorar a mobilidade de empresários, profissionais, turistas e moradores da região Oeste.

A interrupção dos voos comerciais, em março de 2025, gerou frustração no setor empresarial e trouxe impactos para a economia local. Agora, com a obra em andamento, a retomada é vista como um novo capítulo para a aviação em Mossoró.

Aeroporto pode consolidar Mossoró como polo regional

Com a nova estrutura, o Aeroporto Dix-sept Rosado deve oferecer mais conforto aos passageiros, terminal climatizado, esteiras de bagagem, áreas ampliadas de embarque e desembarque e melhores condições para operações noturnas.

Para o setor produtivo, o aeroporto modernizado representa mais do que uma obra de infraestrutura. Trata-se de uma ferramenta para impulsionar o desenvolvimento de Mossoró, fortalecer a fruticultura irrigada, atrair novos investimentos e ampliar a integração do Oeste potiguar com o Brasil e o exterior.

Se a operação comercial for consolidada e os voos de carga avançarem, Mossoró poderá transformar o aeroporto em um dos principais vetores de crescimento econômico do interior do Rio Grande do Norte.

Com informações da Tribuna do Norte.

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