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Água contaminada em escolas estaduais de Mossoró leva MP a recomendar suspensão do consumo

23/09/2026 10:30 Editor 4 min de leitura

Exames identificaram bactérias em água de duas escolas estaduais na zona rural; MPRN recomendou fornecimento de água mineral para estudantes e servidores

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou a suspensão imediata do uso da água para consumo em duas escolas estaduais localizadas na zona rural de Mossoró. A medida envolve a Escola Estadual Gilberto Rola, na comunidade Maísa, e a Escola Estadual Professora Iracema Fernandes, no Sítio Pau Branco.

A recomendação foi expedida após análises realizadas pela Vigilância Ambiental identificarem contaminação na água coletada nas duas unidades de ensino. Os exames apontaram a presença de bactérias em torneiras e bebedouros.

De acordo com o MPRN, na Escola Gilberto Rola foram encontradas bactérias na água dos bebedouros e torneiras. Na Professora Iracema Fernandes, além da presença de bactérias, os exames identificaram uma concentração de minerais dissolvidos acima do limite permitido.

MPRN recomenda água mineral para as escolas

Diante dos resultados, o Ministério Público recomendou ao Governo do Estado que providencie água mineral envasada ou água fornecida por caminhão-pipa submetida a testes de qualidade para atender às necessidades das escolas.

A medida deve contemplar não apenas o consumo dos estudantes e servidores, mas também a preparação da merenda e outras atividades que dependam de água.

O MPRN também recomendou a limpeza e desinfecção dos reservatórios, além da higienização e troca dos filtros dos bebedouros das duas escolas.

Problemas na manutenção dos reservatórios

A fiscalização identificou ainda problemas relacionados à rotina de manutenção dos reservatórios. Segundo o Ministério Público, a limpeza das caixas d’água é realizada pelas próprias escolas e não foram apresentados documentos que comprovassem a higienização regular dos reservatórios.

Também foi apontada a ausência de testes regulares para verificar a qualidade da água utilizada nas unidades.

O MPRN recomendou que seja estabelecido um procedimento permanente de limpeza das caixas d’água a cada seis meses e acompanhamento diário da qualidade da água.

Mais de mil pessoas são atendidas pelas duas escolas

A situação preocupa principalmente a comunidade escolar da Maísa. A Escola Estadual Gilberto Rola atende aproximadamente mil alunos, enquanto a Escola Professora Iracema Fernandes funciona com cerca de 20 estudantes.

Segundo reportagem do Mossoró Hoje, os diretores das duas unidades afirmaram que, até o momento da publicação, não haviam recebido oficialmente a recomendação do Ministério Público e que as atividades escolares continuavam normalmente. A informação consta de reportagem publicada em 22 de setembro.

Nova análise deverá ser realizada

A recomendação do MPRN prevê ainda que novas coletas sejam realizadas nas duas escolas para verificar a qualidade da água após as medidas de correção.

A Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Ambiental de Mossoró deverão realizar novas coletas e encaminhar as amostras para análise laboratorial.

O Ministério Público estabeleceu prazos para que os órgãos responsáveis informem as providências adotadas. O descumprimento das medidas poderá resultar na adoção de medidas judiciais para responsabilização dos gestores responsáveis.

A recomendação do MPRN foi publicada em 22 de setembro de 2026. O órgão classificou a medida como necessária diante dos resultados dos exames realizados nas escolas.

O que os pais precisam saber

Até que sejam esclarecidas as condições da água e adotadas as medidas recomendadas pelo Ministério Público, a principal orientação é acompanhar as informações divulgadas oficialmente pela escola e pelos órgãos responsáveis.

A recomendação do MPRN determina a suspensão do uso da água para consumo e prevê o fornecimento de uma fonte alternativa considerada adequada para estudantes e profissionais das duas unidades.

O DigaíRN continuará acompanhando o caso e as providências adotadas pelo Governo do Estado.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e Mossoró Hoje.

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